terça-feira, 3 de abril de 2012

Contando um Conto


Pensando com a ingenuidade de uma criança que materializa em si a fantasia do “Era uma vez”, não há nada mais gostoso de se viver do que um faz de conta. Faz de conta que ele te ama como você o ama e nada mais os impede de serem felizes. Pronto, fácil assim chegamos ao “Felizes para sempre”. Viu como é bom esse mundo dos contos de fada?

E neste meu mundo criado, não consigo pensar em outra palavra para te descrever por completo que seja diferente de "encantador". Como os príncipes dessas histórias. Lindo, lindo...

Minhas frases são todas insuficientes, bem como meus olhares e esforços. E o poder do seu olhar e da sua presença é incrível. Ou eram, quando eu ainda os podia ter aqui comigo. Simplesmente tomam conta de mim e nada mais ocupa aquele lugar. É como uma injeção na alma, anestesia. Já sei, um toque de varinha mágica bem aqui dentro do coração.

Volto ao parágrafo que acabo de escrever e percebo que ajo e falo como se a fada madrinha tivesse feito a mágica hoje mesmo em nossas vidas. Mas, não... Hoje só tenho mesmo aquela lembrança dos momentos que antecederam as doze badaladas da vida real. Já não tenho mais seu olhar, sua presença incrível.

É, o encanto acabou. A carruagem virou abóbora, e eu virei gata borralheira. 

E neste conto perdido entre as páginas da nossa vida, peço apenas que não entregue nossa história a um sebo qualquer. Ainda que seja para ficar no fundo daquela prateleira perdida do seu quarto, deixe-o lá.

Assim, quem sabe, num futuro próximo ou distante você possa reviver pelas páginas então empoeiradas a nossa intensa paixão, a loucura dos nossos sentimentos, corpos e mentes entrelaçados... o nosso conto de fadas as avessas.

“Na estrada o farol de quem se foi já não ilumina quando te beijar. Parece que a vida inteira esperei para te mostrar que na rua dia desses me perdi. Esqueci completamente de vencer. Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz. No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?”

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